O problema não está simplesmente em encontrar um resultado acima do valor de referência do laboratório.
Na adolescência, não existem pontos de corte universalmente aceitos e validados para a dosagem de insulina que permitam diagnosticar resistência à insulina a partir de um valor isolado.
Os resultados podem variar de acordo com o método utilizado pelo laboratório, com as características da população avaliada e com a própria fase da puberdade.
Por isso, um valor isolado de insulina não deve ser transformado em diagnóstico de resistência à insulina em um adolescente.
E o HOMA-IR?
O HOMA-IR é calculado a partir da glicemia e da insulina de jejum e é bastante utilizado em estudos científicos para estimar resistência à insulina em determinadas populações.
Na adolescência, porém, não existe um ponto de corte universalmente validado que permita utilizar o HOMA-IR, isoladamente, para estabelecer esse diagnóstico na prática clínica.
Os valores encontrados nos estudos podem variar conforme a população avaliada, o estágio puberal e o método utilizado para medir a insulina.
Portanto, calcular o HOMA-IR não elimina as limitações da dosagem de insulina nem transforma esse resultado, isoladamente, em um diagnóstico.